Os perks de "Skyrim" são agrupados em um sistema de constelações A Radiant IA dá vida própria aos dragões de "Skyrim": cuidado por onde anda!
Revelado em dezembro de 2010, durante a premiação Video Game Awards, programa de televisão norte-americano que se tornou palco para anúncios de novos jogos, "The Elder Scrolls V: Skyrim", foi recebido com um misto de empolgação e receio pelos jogadores.
O game foi revelado em um curto vídeo, que não mostrava muito mais do que runas, imagens gravadas em pedra e o nome da região onde "Elder Scrolls V" se passa: "Skyrim". Não foram poucos os fãs que temeram que, por melhor que fosse o RPG, ele adotasse o motor gráfico Gamebryo, de "Oblivion" e "Fallout 3". Capaz de gerar enormes espaços abertos, o motor é o ponto fraco das produções da Bethesda, responsável pelos inúmeros travamentos e outras falhas técnicas que atormentam os aventureiros em seus jogos.
O temor não durou muito, pois, no dia seguinte ao anúncio, Nick Breckon, gerente de comunidade da Bethesda, confirmou, no twitter da produtora: "Skyrim" usa um motor gráfico completamente novo. "E é fantástico", completou, entusiasmado. Em fevereiro de 2011, vimos que Breckon não estava exagerando. Cenas de ação de "Elder Scrolls V" foram exibidas em um trailer com quase 3 minutos de duração e surgiram as primeiras imagens do RPG.
O novo motor gráfico, chamado Creation Engine, é responsável pelos cenários montanhosos, pela neve e pelas criaturas que assolam "Skyrim", assim como pelos modelos tridimensionais caprichados de seus habitantes e de todos os itens que eles carregam.
Melhor ainda, com uma equipe de arte bem maior do que a de "Oblivion", a Bethesda pôde garantir que cada caverna e masmorra do jogo serão construídas "à mão" e assim, uma dungeon nunca será igual à outra. Cada pedra coberta de runas, uma poça d'água, ossos no chão ou rabiscos sangrentos nas paredes que você ver em seus passeios por "Skyrim" não foram gerado aleatoriamente e sim, escolhidos por um artista para compor a "decoração" das masmorras.
Com um visual à altura dos principais jogos da atualidade, "Elder Scrolls V" também promete muitas melhorias e inovações em suas mecânicas mais básicas, tanto na criação e evolução do personagem quanto no sistema de combate e interação social.
Surge um novo herói
Criar um personagem para uma aventura de RPG é sempre complicado. Na pressa para começar e sem saber exatamente o que vem pela frente, você acaba distribuindo pontos e pegando habilidades que nunca vai usar e quando se dá conta disso, já gastou uma dezena de horas jogando e não quer começar tudo de novo.
Ciente disso, a Bethesda desenvolveu um sistema de criação e evolução que leva em conta o que você quer fazer com o seu herói. No começo da aventura, você escolhe uma raça para o personagem, entre as dez disponíveis. Essa decisão define a aparência do herói e todo o resto depende do que você faz durante o jogo.
Se optar por usar mais armas do que magias, o herói terá mais afinidade com esse tipo de ação e assim, ao evoluir, terá mais opções de armas e movimentos à sua disposição. Com esse sistema, você pode experimentar vários estilos de jogo e optar por aquele que preferir, sem precisar retornar ao começo do jogo e criar um novo personagem.
Você também pode selecionar "perks", características únicas que alteram habilidades ou proporcionam vantagens específicas ao personagem, um sistema que veio do irmão pós-apocalíptico de "Elder Scrolls", "Fallout", mas segundo a Bethesda, os perks de "Skyrim" serão menos malucos e mais práticos, agrupados em classes que são representadas como constelações.
Não há maneira melhor de colocar as habilidades, magias, perks e equipamentos de um herói medieval do que enfrentar monstros ferozes em lutas sangrentas. A Bethesda sabe que o ponto fraco de "Oblivion" era justamente o combate e está caprichando para que "Skyrim" faça bonito quando o assunto for quebrar cabeças e derrotar criaturas fantásticas.
O sistema de combate lembra "BioShock": o herói pode carregar uma arma em uma mão e um escudo na outra, ou deixar uma das mãos livres para seus feitiços. Cada mão é controlada por um dos gatilhos do controle e assim, é fácil golpear e bloquear, por exemplo. Caso você prefira atacar com uma arma de duas mãos, dá para aparar os golpes inimigos com um gatilho e bater com o outro, ou, ao usar um arco, um gatilho tensiona a corda e o outro dispara a flecha.
Os golpes em "Elder Scrolls V" têm peso, transmitindo a sensação de rasgar o couro de um monstro ou partir os ossos do inimigo com uma maça. Para completar, "Skyrim" traz a opção de ataques finais e violentas investidas furtivas.
Os aprendizes de feiticeiro terão 80 magias para aprender. É possível lançar uma magia diferente com cada mão ou usar uma arma em uma delas e disparar suas bolas de fogo com a outra. As magias mais poderosas de "Skyrim", porém, funcionam de forma diferente: espalhados pelo jogo há três encantamentos escritos na língua dos dragões, que produzem efeitos realmente impressionantes.
No começo do jogo, seu personagem só sabe a primeira palavra do primeiro feitiço. As outras estão em runas nas paredes de dungeons mundo afora. Basta tocar em um botão para ativar a primeira palavra, capaz de desacelerar o tempo. Ao aprender novas palavras do encantamento, você segura o botão para prolongar e ampliar o feitiço.
Encontros aleatórios
Em um mundo onde o jogador pode fazer o que bem entender, desde caçar dragões até passar o dia trabalhando como lenhador, é justo que seus outros habitantes tenham os mesmos direitos. Para isso a Bethesda reformulou a Radiant IA, engine que controlava os personagens não-jogadores em "Oblivion" e deu vida própria aos habitantes do jogo.
Os homens de Riverwood, por exemplo, passam o dia cortando madeira. Os lobos dormem em seu covil, caçam suas presas quando sentem fome e seu comportamento muda conforme a ocasião. Encontre uma matilha depois que tiverem abatido o jantar e os lobos ficarão na defensiva. Agora, se você passar por eles na hora da caçada, pode muito bem virar a presa.
O mesmo sistema se aplica a todas as criaturas de "Skyrim", inclusive aos dragões. Os imensos répteis voadores não agem segundo um roteiro, diz a produtora. Eles voam por todo o cenário, caçam, dormem em suas cavernas e pousam sobre ruínas ou no meio de uma plantação. O resultado disso são encontros realmente aleatórios, garantia de que uma aventura de "Elder Scrolls V" nunca será igual à outra.
Outra ferramenta importante de "Skyrim" é o Radiant Story, que funciona como um "mestre de jogo" em um RPG de mesa, acompanhando as ações do herói e criar consequências, reações e até mudar a posição de uma masmorra, para manter a aventura rolando. Mate um comerciante em um vilarejo e o Radiant Story vai colocar a família dele atrás de vingança. Explore uma região por muito tempo e o jogo vai mudar a posição de uma dungeon, para que você descubra algo novo.
O mundo de "Skyrim" é enorme, mas são nos pequenos detalhes de suas masmorras decoradas à mão, criaturas malignas que espreitam nas sombras e complexos sistemas de evolução, combate e feitiços que a Bethesda promete envolver os jogadores e dar a eles a chance de viver sua própria saga épica de espada, magia e dragões.


21:39
devileded
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